Já é madrugada de segunda-feira, hora em que o homem prudente dorme, o trabalhador teme o despertador e o desgraçado sentimental fazendo arqueologia da própria juventude.
E eis-te aí, criatura sem governo, entregue à nostalgia como frade ao pecado, cantando para fantasmas que nem sequer pediram a ladainha… Viu o futuro coisa nenhuma. Se tivesse visto, já estaria dormindo
“Close the curtains in
the middle of the day
And only open them for the moon
…and I, I, flew to the moon
and I, I
to mirror you
and I, I
I saw the future…”