04:23 – Sob uma alvorada de fogos, eu acordo. E muito desperto e vivo, com a mente afiada. Raridade. Imagino que deva ser algo mágico, energias astrais, portais dimensionais. Será que ouvi os rugidos do povo celebrando Odoyá, lá no Rio Vermelho, em Salvador?
Será que alguém pensou em mim de lá e a mensagem atravessou o pais para me despertar?
Não foi para tanto: Porto Alegre celebra Nossa Senhora dos Navegantes. Há procissões de barcos no Guaíba. Era só a realidade mesmo, me dizendo que essas coisas de encantamento, comigo, não vão rolar.
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07:30 – Tento ouvir os “ensinamentos do mundo” mas me disperço rápido.
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20:15 – “Festa de Yemanjá é evidência do fracasso do antropocentrismo. Só teremos a continuidade da vida no planeta com o reconhecimento de que só existimos passando por outros (seres, objetos, outros animais…)!
Festas como esta (oferta, reconhecimento e reverência a entidades da natureza) acabando, sucumbiremos a um antropoceno aniquilador da vida no planeta. Apenas elas não bastam, mas sem elas não sobreviveremos.
Odoyá!”

Dezembro de 2019 – Rio Vermelho – Bahia.
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