Desenho do Menino Monstro para o papai dele.
Acho que acabei de vez com o Status Café. Acho porque não posso confiar no meu duplo que se esconde internamente em minha Lua em Gêmeos e que decreta mortes e fins e, no dia seguinte, revive tudo com garra e alegria como se fosse a primeira vez. Vou domar esse filha da puta brincante, jogar o corpo no calabouço da minha consciência. Vou deixar um copo de leite e uns biscoitos porque não sou de todo mal.
Se eu tenho um blog, ele não precisa de subtags ou subgêneros ou sub qualquer coisa. Um blog é fluxo de vida, consciência, mesmo que distorcida, topada de dedão ensanguentado em pedra solta de calçamento que a gente tira foto e põe no feed.
Um blog é uma abertura de pensamento, uma janela jogada para fora, à espera de que outros pensamentos, vindos de outros corpos, venham se misturar ao seu. Se você não quer comentários, não tenha um blog. Não tenha uma rede. Não tenha nenhum diabo de ferramenta que materialize o que você vive e o que acha do mundo.
Por isso, e aqui me identifico plenamente com Suzana Vieira, não tenho paciência para quem está começando e já quer ditar regras do jogo. Não tenho paciência para quem questiona a área de comentários como se fosse uma ousadia do leitor ter uma opinião. Nem para quem se sente culpado por ler um post sem comentar (como se a leitura silenciosa fosse uma espécie de calote intelectual). Esse nível de elucubração é, francamente, uma das coisas mais estúpidas que vi nos últimos tempos.
Enfim, dizem que é preciso aprender a conviver com opiniões contrárias. Pode até ser. Mas também posso simplesmente não querer aprender porríssima nenhuma. Isso tem o ônus de ser taxado como ranzinza e mal educado e ter menos fãs? Tenha certeza absoluta disso, mas também afugento quem ama blog repleto de gifs e cores bufantes que impedem leitura.
Como eu ia dizendo (e segura o fôlego porque nessa sequência não terá vírgula de respiro), não terei mais subtemas por aqui porque muitos assuntos são desperdiçados devido a pressões sociais de pessoas estúpidas que usam a fragilidade da alma como desculpa para impor suas vicissitudes derivadas de uma pobreza de espírito. Ou então a pressão estrutural arquitetada por nerds ricos em algum campus ensolarado da Califórnia, que decidiram, por nós, o que pode e o que não pode, o que existe ou não numa timeline.
O trabalho, a dureza da ação está em chicotear o próprio lombo e se colocar, cortar o ventre e derramar as vísceras dos acontecimentos processados que vivenciamos.
Em tempos plásticos, de IA’s e trends preguiçosas, é preciso um Seppuku ao vivo para cada post.
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Fui lendo e automaticamente veio a música “não se reprima” passando como fundo musical.
É isso, ter um blog pessoal que fica dificil de ler e que seja todo trabalho por editorial e seções e afins, não sei qual a vantagem.
E não ter uma forma do leitor falar com o autor fica bem chato, nem que seja um emailzinho.
Hehehe. Eu falo essas coisas de propósito mesmo. De provocação, porque acho tudo muito passivo, não há o mínimo de discussão. E sinceramente, não dá pra ler algo repleto de informações visuais. É simplesmente muito cansativo aos meus olhos. Quem quiser que vá e seja feliz, mas eu que não vou. 😂