Meu caderno aberto de ideias, links e frases inacabadas. É bem aqui que os posts nascem. (Publicações organizadas por data e hora em ordem reversa)
[18.02.2026 – quarta-feira ]
16:55 – Os últimos dias foram tranquilos mas não é porque sou um pai de família que vou passar o resto da vida sem o caos criativo de cada dia.

:::
16:55 – Geral gosta de dizer que o Carnaval atual é só degeneração. Então, trago aqui um trecho da marchinha “Na minha casa não se racha lenha“, um sucesso no Carnaval de 1920.

Agora vamos observar como se cantava e a entonação:
:::
16:29 – Por que ficar sentado o dia inteiro faz tão mal e o que você pode fazer.
Eu garanto, uso o método Pomodoro de me levantar e fazer alguma coisa por 5 minutos a cada 25 de trabalho ou estudo.
Qualquer coisa, contanto que se movimente. Nesta palestra, a jornalista Manoush Zomorodi (que particularmente eu acho uma graça como profissional e como mulher) mostra como hábitos tecnológicos comuns, principalmente passar horas sentado, influenciam a saúde física, contribuindo para o cansaço e o surgimento de doenças crônicas.
A partir de um experimento com 20 mil participantes, ela apresenta uma estratégia simples e acessível para se sentir mais saudável, com mais energia e foco no dia a dia.
[15.02.2026 – domingo]
14:37 – Acrescentei no meu blogroll os blogs do Th e do Uoshi.
:::
10:04 – Esqueci de publicar essa notícia que eu vi no mês passado.

A Editora Aleph sempre foi sinônimo de ficção científica traduzida com curadoria quase obsessiva, responsável por consolidar no Brasil nomes como Isaac Asimov, Philip K. Dick e Arthur C. Clarke. Quando uma casa com esse DNA decide apostar em romances de autores brasileiros, é reposicionamento estratégico no mínimo interessante.
Há dois movimentos claros aqui.
1 – A ficção científica e o fantástico brasileiros sempre foram tratados como nicho dentro do nicho. Se a Aleph, com sua marca consolidada entre leitores exigentes, assume essa frente, ela legitima o autor nacional dentro de um ecossistema que historicamente privilegiou o importado.
2 – Existe uma geração de escritores brasileiros que já dialoga com o público de ficção especulativa, em eventos e em círculos especializados. A editora está capturando uma demanda reprimida, a dos leitores que consomem sci-fi global, mas querem se ver refletidos em cenários, sotaques e tensões locais.
A pergunta estratégica é: a Aleph vai publicar “romances brasileiros” genéricos ou vai curar uma ficção nacional com identidade própria, capaz de disputar espaço com seus próprios clássicos internacionais? Se fizer a segunda opção, pode inaugurar uma nova fase no mercado editorial de gênero no Brasil.
Se fizer só para preencher catálogo, o que acredito que não seja, aí sim as coisas ficam estranhas.
De qualquer modo, acho super válido. O que realmente quero ver é a reação previsível dos especialistas de sempre, os puristas do gênero, os guardiões do cânone traduzido, prontos para desconfiar antes mesmo de ler uma linha.
Curioso como parte do público que consome tudo de Asimov e K. Dick costuma defender diversidade de ideias, futuros alternativos e mundos possíveis, mas trava quando o futuro fala com sotaque brasileiro.
Engraçado que todo nicho tem esse tipo de gente, seja na música, na literatura e até mesmo no universo de hardware de áudio, como o que estou agora. É um vício elitista dentro do universo cultural. Eles exigem excelência absoluta do autor nacional enquanto se concede indulgência nostálgica ao estrangeiro clássico. Como se o brasileiro precisasse provar duas vezes que merece ocupar a mesma estante.
É evidente que a decisão da Aleph pode dar certo ou não, faz parte de qualquer movimento estratégico. Mas deixa o rock rolar, meu irmão. O mercado editorial brasileiro só cresce quando deixa de tratar o autor local como experimento e passa a tratá-lo como protagonista.
Em todos os nichos, a resistência de alguns especialistas revela menos sobre qualidade e mais sobre zona de conforto, lugares que nunca produziram nada relevante.
Sempre repito que existe um erotismo intelectual na catástrofe: “olha como eu já sabia que tudo ia dar errado”. É confortável. Não exige imaginação construtiva, só a confirmação do pessimismo.
Eu espero de verdade que a Aleph traga autores com sotaque, contexto local e até propostas de reorganização do mundo, o que acho mais improvável. Ficção científica que só prevê o fim não vejo como visionária. É repetitiva. Visionário é quem imagina o depois, inclusive em português.
Isso daria um post, mas prefiro ficar por aqui mesmo.
:::
09:54 – Feriados como o Carnaval me dão um preguiça imensa. Bebo, durmo tarde, acordo cedo.
[12.02.2026 – quinta]
15:05 – Essa é minha grande dúvida atual.

[10.02.2026 – terça]
10:05 – Fissurado na violinista norueguesa Mari Samuelsen. A forma como ela executa o repertório clássico soa profundamente contemporânea, quase cinematográfica, abrindo espaço para a mente vagar. Serve de trilha para ler, observar ou simplesmente ouvir apreciando. Exige paciência, claro, mas entrega algo que toca o espiritual.
[06.02.2026 – sexta]
11:40 – Olho pela janela vendo o mundo se movimentar. Essa é a trilha.
:::
11:35 – Hoje o mood está estranho. Meio vazio. Prisão de ventre. Não olho para isso pelo aspecto clássico, mas espiritual. Quando diversos assuntos se acumulam e não falo, acontece. Conheço o meu corpo demais e ele sempre me indica caminhos. É como se ele todo fosse consciente. Desde criança me habituei a esse seu aspecto e fui entendendo como funciona. Alias, acho que todo mundo tem isso, só não presta atenção.
:::
11:33 – Tenho que anotar minhas pautas. Penso em assuntos pertinentes e esqueço em seguida.
[03.02.2026 – terça]
09:00 – Hoje tem o show da Nação Zumbi com orquestra. O mais legal é que isso vai acontecer depois do expediente, em meu trabalho. Surreal.
[01.02.2026 – domingo]
18:53 – Antes eu dava check in no TV Time no exato momento que terminava o episódio. Fiquei mais relaxado, ok, mas agora vou dar check das coisas que já vi. Bom que revejo trechos interessantes e as discussões são sempre muito engraçadas e singulares.
:::
18:44 – Chuva desgraçada. Passei a tarde vendo esses mini docs sobre assuntos aleatórios. Gosto por ser algo que sempre serve de referência para algo que com certeza usarei no futuro. Nenhum filme, série ou documentário é perda de tempo.


Me acabo de rir com esses comentário no TV Time. 😄
:::
11:36 – A GRANDE MENTIRA DO ÁUDIO: Por que o som do seu pai HUMILHA o seu?
Para quem não sabe, sistemas de som caseiros dos anos 90 para trás, dão um baile nos atuais, em termos de qualidade técnica.
Esse vídeo explica direitinho a razão, apesar de ele ter um roteiro completamente construído em IA, o que me irrita um pouco, mas vale pela informação.
:::
11:35 – Acordei zerado. O que não significa que acordei agora.
:::
01:05 – Olá, Internet! Como estão?
Inconstante que sou, voltei com o caderninho rápido de anotações para me manter vivo e aquecido de ideias. Como sabem, aqui é despejo e regurgitação de tudo que consumo aos montes e que não aguento que fique apenas em minha pança.
Estava ali assistindo a quarta temporada de Industry e tomando umas coisas enquanto via. Breve faço algum post oficial dessa série maravilhosamente escrota sobre o mercado financeiro. Arrisco até que é uma das produções mais incríveis da atualidade e quem não assiste está perdendo um showzão de entretenimento.
Enfim, fins de semana é sempre a mesma coisa: fico até tarde assistindo ou ouvindo música (sim, eu paro para ouvir música), tomando cervejinhas diversas e sempre com o grilo da responsabilidade cantando no meu ouvido, dizendo que amanhã (ou hoje) é domingo, dia de acordar cedo para fazer a panqueca maluca do Menino Monstro.
Bem, eu sempre acordo na hora e sempre consigo fazer a tal panqueca saudável de banana que ele adora.
Melhor dormir logo para não acordar podre.
Deixo aqui uma última informação: além das habituais 6 cervejas, tomei um vinho. Não é praxe, mas tem dias que deixamos a vontade prevalecer. E esse vinho, um chileno, é bom para se lascar. Esqueci o nome, mas deixo a imagem do danado já consumido e sem alma. Se puderem, comprem. É gostoso, desce macio e te deixa maneiro.

Descubra mais sobre ::: DENIAC E SUA VIDA LOW-TECH :::
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.