Escrevi meu primeiro texto pensando em inglês. Nada relevante, só um exercício. Influência de algumas releituras beat dos dias que seguem. Mostro aqui, com a tradução logo em seguida. Ficou mais ou menos assim:
Unclench your fingers. Don’t think, don’t imagine, don’t compare. Write now, anywhere, anytime. It’s never too late. Tomorrow does not exist. It’s a betrayal of your own creative spirit that yearns to burst forth into the world. Don’t betray yourself. Just let your fingers fly without shame.
We may have an idea of the beginning, but never of the end. And we throw ourselves into the night of the lost who don’t want to find paths, only to fork further and further into paths far from the ordinary.
We open our minds, we let the world in. Everything is a story waiting to be told. I’m not lying, if you look closely, with calmness and patience, everything is material. Notice what’s around you, stretch out your arms, take whatever you want.
Take to the streets, gaze deeply into the eyes of strangers. Steal a good story from them. If they don’t tell you one, conjure one in the most delightful way you can. They don’t need to speak to impart their tidings. A languid glance, an unusual gait, or a quirk of expression already speaks volumes. The rest is up to you.
Unleash your fingers. Let them come alive. Be present. Laugh, cry, shout, suffer, revel. But write. Life demands to be written. Writing is the gateway to eternity.
:::
Apenas solte os dedos. Não pense, não imagine, não se compare. Escreva agora, em qualquer lugar, a qualquer hora. Nunca é tarde. Deixar para amanhã é o verdadeiro fracasso. É trair a sua própria verve que precisa explodir no mundo. Não se traia. Apenas solte os dedos, sem acanhamentos.
Temos ideia do começo, mas nunca do fim. E nos jogamos na noite dos perdidos que não querem encontrar caminhos, apenas se bifurcar mais e mais em veredas distantes do lugar comum.
Abrimos a mente, deixamos o mundo entrar. Tudo é motivo para uma história. Não estou mentindo, se olhar bem, com calma e paciência, tudo é material. Perceba ao seu redor, estique os braços, colha o que quiser.
Vá para a rua, olhe profundamente nos olhos dos estranhos. Roube deles uma boa história. Se não te contarem, suponha da forma mais deliciosa que puder. Eles não precisam falar para te contar a boa nova. Um olhar flácido, uma maneira diferente de andar ou um trejeito nas expressões, já dizem muito. O resto é com você.
Solte os dedos. Deixe eles terem vida. Esteja atento. Ria, chore, grite, sofra, goze. Mas escreva. A vida precisa ser escrita. E a escrita é o portal para a eternidade.
:::

Se Caetano tem a sua Ipiranga com São João, eu tenho a Alameda Campinas com a Paulista. Não fumo, mas dou uma fugidinha do trabalho e não dispenso comer um doce de leita na esquina, às 15h. Melhor lugar do mundo para roubar histórias.
Descubra mais sobre ::: DENIAC E SUA VIDA LOW-TECH :::
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.