
Este é o último post do ano. Mas não, não é uma retrospectiva. É mais uma lista de itens que eu necessitava e que aprendi na carne, no açoite da vida.
Irei de verdade aproveitar esses últimos dias (em que ganhei férias repentinas e sem pedir!) vivendo sem a preocupação do trabalho ou de me manter acessível para o mundo. Tenho livros para ler e muito nada para fazer. Uma riqueza que o Dez de Espadas me avisou que viria e que eu precisava.
É que tenho tomado consciência de muitos pontos. Talvez eu fui por um bom tempo o quarto cavalo do budismo zen: galopa apenas quando o chicote chega ao osso. Mas eu juro que já estou na primeira posição: ao ouvir qualquer história sobre erros, sofrimento e dor de alguém, seja lá o que for, aprendo como se tivesse vivido. Chega desse papo de “há males que vem para o bem”.
Mas, o que exatamente me trouxe este 2023 tão peculiar, repleto de ganhos extraordinários, realizações inimagináveis e despertares mágicos disfarçados de perdas avassaladoras?
Pois bem:
- Já não forço os caminhos, eu fluo por eles.
- Não controlo, eu crio.
- Não persigo, mas atraio.
- Não me apresso, tomo medidas alinhadas.
- Comecei a amar minha escuridão e pude entender que sou todas as sombras que escondi.
- Desenvolvi gosto pela intuição.
- Crio causas e condições positivas todo o tempo.
- Sempre presente, sempre contente (mesmo quando há pesar no coração. Deixo os visitantes das emoções virem e me mostrarem o que precisam. Mas faço questão de pedir para partirem logo em seguida).
- “Encontrando a desgraça e o triunfo, trato da mesma forma esses dois impostores”.
- Não quero o pouco, escolho a expansão. De vivências, relacionamentos, pessoas, de tudo.
- Conexão leva tempo.
- A escrita esconde a face.
- A imagem mostra a face.
- A palavra que sai da boca é mágica e diz sempre a verdade, mesmo quando mente.
- O mistério é uma porta de entrada para o encantamento do real, não para criar disfarces em benefício próprio.
- O que é meu vem.
- O que não é meu vai.
- Todo mundo cria expectativas. Mas ninguém cria expectativas do nada.
- Sempre tomar cuidado com o que se fala.
- Flutuei no ar por alguns instantes e o ridículo é que só no chão percebi que estava caindo.
- Em duas horas e trinta minutos tudo pode mudar.
- O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido.
- Perguntar sempre “o que a vida está tentando me dizer com isso?”
- Ninguém passa pela Torre e permanece o mesmo.
- Eu sou a minha melhor versão e também a versão de teste.
- Aprendi que “qualquer árvore que queira tocar os céus precisa ter raízes tão profundas a ponto de tocar os infernos” (Carl Gustav Jung).
- Não existe carma, existe consequência.
- Eu sou água: choro, seco e deixo ir.
- Dizer “Não” é um feitiço de proteção.
- O universo sempre oferece apenas três respostas:
1 – Sim
2- Agora não
3 – Tenho algo melhor guardado para você.
E foi isso. O próximo ano será regido pelo arcano da Justiça. Uma figura feminina, majestosa, que assenta-se com uma espada firme em sua mão direita, erguendo-a ao céu como uma expressão de vitória, pois assim ela demanda.
Em sua mão esquerda, a mão da Intuição, que delicadamente segura uma balança, sugerindo que o raciocínio lógico deve harmonizar-se com o pensamento intuitivo para que um julgamento verdadeiro e imparcial floresça. A justiça, então, personifica a busca pela verdade, pela equidade e pelos ajustes cármicos.
Será um ano de ponderações e resoluções. A presença resplandecente dessa carta prenuncia um tempo impregnado por um profundo senso de justiça, igualdade, responsabilidade e reconciliações.
As decisões que moldarão os destinos serão permeadas por uma atenta consideração. Atos passados, sejam eles virtuosos ou sombrios, podem ressurgir como sombras, instigando a prestação de contas, fazendo com que cada alma encare as consequências de suas próprias escolhas.
Tudo o que vier, de bom ou de mal, que venha com tudo. Não digo isso por ser o melhor, o mais sábio ou mais forte. Simplesmente eu não me importo.
E o antigo ditado ainda é válido por aqui: “sim, tudo é permitido, porém nem tudo é proveitoso”.
Agradeço a 2023 por todos os cheiros que senti, que me envolveram e me deram motivos para buscar novos caminhos. Se deixar levar pelo rastro de um perfume é uma forma de saber. E também de amor.
Para todas as coisas certas no momento errado, um brinde!
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