É meio sujo todas essas “recompensas instantâneas” das ágoras digitais. Mesmo que de modo camuflado, a comparação social está ali nutrindo seus sentimentos de inadequação e baixa autoestima. Sem contar com aquele que ninguém admite mas tem: preencher um vazio emocional.
Mas, tenho conseguido ficar offline. Poderia ser ainda melhor, claro. Breve chego lá. Apenas esse pouquinho de tempo sem alimentar o diabo da dopamina já abre caminhos amplos na mente. E é maravilhoso.
Me voltei para uma solitude agradável, sem presa, ouvindo os gritos das maritacas do bairro ou o “crocitar” de um Carcará urbano e orgulhoso. E meus livros, claro. Principalmente os que eu devia a minha leitura e energia.
(Sempre eles salvando e dando significado.)
É um sabor diferente conseguir controlar a própria vida. E é também uma antítese: quando você solta, você finalmente tem.
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