Algo que me frusta muito é não ter mais assunto (talvez paciência?) para microblogs. Tenho quase certeza que é sobre como todos ali meio que se conversam, principalmente no Mastodon.
Lá, parece que todo mundo se conhece, e um simples toot incrivelmente esdrúxulo, sobre um tema absolutamente nulo, cria-se uma thread ou respostas longas de imediato. E eu odeio falar sozinho.
Bem ao contrário da blogosfera, que sempre tem alguém dando um pitaco. Não faço questão de grandes audiências, mas construir uma conversa, ter um pouco de feedback, sim.
Ainda mais que tento sempre ser útil de algum modo, mesmo dentro do meu universo repleto de balelas. Ou será que essa utilidade é justamente o que causa enfado nas pessoas?
Não importa.
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Escrevo ao longo do dia. Melhor para agilizar o tempo de escrita, escolher temas e, claro, pensar meticulosamente antes de jogar todas as palavras, os sentimentos brutos na tela e publicar imediatamente.
Só tenho uma única resolução de ano novo: planejar cada mínimo movimento, diminuindo drasticamente os improvisos.
Estou nessa mesma linha estratégica por anos e nunca me senti totalmente confortável, exceto um caos que destruía tudo e me levava para possibilidades inimagináveis, algo que de certa forma era bom, mas sempre com a mão desse acaso em forma de Deus absoluto. Mas é justamente ser levado pela corrente de eventos que pretendo evitar.
Cada vez mais entendo que tudo cresce exponencialmente quando entendemos o que somos, quando temos mais confiança dentro das nossas possibilidades, quando nos entregamos de coração aberto e muita clareza ao que desejamos construir.
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“Ontem eu era inteligente, então queria mudar o mundo. Hoje sou sábio, então estou mudando a mim mesmo.”
Rumi
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