Mantenho uma rotina disciplinada de exercícios físicos durante toda a semana, alternando entre modalidades como boxe, treinamento funcional e caminhadas para o trabalho nos dias presenciais.
Apesar disso, persiste em mim uma sensação de esgotamento mental e falta de ânimo que não corresponde ao esperado benefício dessa prática regular.
(Cadê você, Serotonina, sua ingrata!)
A caralha é que este estado de espírito tem impactado significativamente minha produção textual, e não desejo transformar este espaço em um repositório de lamentações.
Importante ressaltar: não se trata de preocupação com a opinião dos leitores. Não é uma questão do tipo “nossa, o que as pessoas que seguem este blogue vão pensar?” Não mesmo. Me desculpem aí os mais chegados, mas eu quero é mais que os leitores se fodam.
(Até porque, sejamos francos, “seguidores” é só uma palavra bonita para curiosos digitais com um tempinho de sobra. Você é um privilegiado sim! 😄 )
Este blog representa um espaço de autenticidade pessoal, livre das restrições impostas pelos algoritmos e dinâmicas das redes sociais convencionais.
(Maravilhas modernas que transformam até desabafos em funil de conversão. “Oh, admirável mundo novo, que encerra criaturas tais.”)
Não busco popularidade, métricas de engajamento ou reconhecimento público. E já tenho uma carreira profissional estabelecida. Meu compromisso é com a genuinidade.
(Embora, repito, evitando documentar apenas momentos de fragilidade emocional porque isso é um cu).
Não permitirei que estas dificuldades me definam. Continuarei cuidando de minha saúde, mas, principalmente, transformarei estes desafios em expressões diversas.
Sendo assim, deveras digo hoje: Queridíssimo Daniel do futuro, não se preocupe, eu não vou te decepcionar com essas agruras. Não vou te sabotar. Continuarei com meus exercícios e meu leve desprezo pela esperança.
A melancolia, afinal, tem dado um ótimo material. E já que não posso vencê-la, que ao menos ela renda um bom parágrafo. Continuarei transformando todos os problemas em arte.
E se não for arte, ao menos será um eco bonito da queda.
(Aquele som oco e inconfundível de um corpo batendo no chão, estilo “paf”, mas com reverberação poética.)
Prometo.
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