Notas diárias para não enferrujar os dedos. Aquela conversa rápida na sala do cafezinho. Um blog dentro de outro blog. É aqui onde nascem os posts.
[23.02.2025 – domingo]
A cultura pop de massa as vezes é surpreendente. Consegue sair do lugar comum e entregar produtos realmente impactantes. É o caso do videoclipe de Taste, da Sabrina Carpenter, inspirado em clássicos do terror como “Psicose”, “A Morte Lhe Cai Bem” e “Pânico”. Eu nem sei quem é essa garota, mas esse vídeo é muito bom.
Dirigido por Dave Meyers e com participações de Jenna Ortega e Rohan Campbell, o clipe retrata uma disputa intensa e humorística entre Carpenter e Ortega pelo mesmo homem, culminando em cenas de confronto e uma reviravolta inesperada.
Apesar de ser impactante, ainda acho Try, Try, Try, do Smashing Pumpkins, a produção mais podreira nesse segmento musical. Dirigido pelo cineasta Jonas Åkerlund, faz parte do álbum Machina/The Machines of God, lançado em 2000. O vídeo é conhecido por seu retrato cru e impactante de um casal vivendo na pobreza e lidando com vícios. A abordagem realista e provocativa destaca a degradação física e emocional dos personagens principais, mostrando a luta diária pela sobrevivência em meio a escolhas destrutivas.
O clipe utiliza uma narrativa visual visceral, com cenas fortes de desespero e a tragédia de suas vidas. A estética sombria, combinada com a música melancólica da banda, transforma o vídeo em uma experiência marcante e emocionalmente carregada, refletindo temas de dor, amor e autodestruição.
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10:54 – Um produto mágico que faz milagre com o cansaço habitual que pesa em nossos ombros: pré-treino. Incrível.
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[17.02.2025 – segunda]
19:46 – Trabalhamos duro o dia inteiro para isso: comprar Session IPA e pagar streaming.
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19:21 – O artista gráfico de rua Evyrein satiriza Elon Musk na posse de Trump e sua presença em um evento da AfD. A obra está nas ruas de Pádua, Itália. Mais, aqui: www.instagram.com/p/DFR5duDK21V/
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[15.02.2025 – sábado]
17:32 –
Obra prima da curadoria de referência: Na corrida pelo Oscar, a equipe de A Substância (2024) revelou um moodboard de 92 páginas, um painel visual que guiou a produção do filme, essencial para o nascimento da obra.
Desenvolvido pela diretora Coralie Fargeat em 2020, o material reúne referências artísticas e conceituais que moldaram a estética e a narrativa do projeto. “Coralie Fargeat é a matriz. Tudo parte dela”, destaca um trecho do perfil da campanha, reforçando o papel central da cineasta na criação do longa-metragem.
O documento não apenas orientou a equipe técnica, mas também se tornou um marco na concepção visual inovadora do filme.
Vai lá: https://drive.google.com/file/d/16jkY6a5IAkPUwb4oauawwW2SM_1vgvzf/edit
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[08.02.2025 – sábado]
19:41 – As bolsas de Alexandre Pavão são um experimento social em forma de acessório: uma prova empírica de como o hype manipula a percepção de valor, levando indivíduos a celebrarem sua própria dissonância cognitiva com orgulho e sem o menor constrangimento.
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[02.02.2025 – domingo]
10:38 – “Sexta-feira à noite/ os homens acariciam o clitóris das esposas/ com dedos molhados de saliva./ O mesmo gesto com que todos os dias/ contam dinheiro papéis documentos”.
Marina Colasanti – 1937/2025
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02:02 – Estava com essa frase na cabeça. Me veio do nada. Coloquei ela no Dall-E e deu nisso.
“O café está quente, mas os sonhos continuam frios“.
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01:30 – Gosto de frases frívolas, sem peso literário, que me aparecem ao acaso. Me julgue. Pouco me fodendo para opiniões.

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[01.02.2025 – sábado]
14:10 – Janeiro durou um ano. E talvez tenha sido bom assim.
Se você sentiu que janeiro se arrastou mais do que deveria, saiba que não foi o único. Na internet, os memes surgiram em escala industrial: calendários estendidos até o “74 de janeiro”, Garfield exausto dizendo que vive nesse mês há 84 anos, e senhores de barbas brancas afirmando que entraram em janeiro jovens e saíram como sábios anciões.
A pergunta que não quer calar: por que esse fenômeno se repete ano após ano?
A teoria mais óbvia é que janeiro é um mês sem pontos de fuga. Depois da ressaca de fim de ano, não há feriados, não há décimo terceiro, e a rotina volta com força total. É o mês em que as promessas feitas na virada do ano começam a mostrar se têm futuro ou se foram só fogo de palha.
Mas existe um outro lado nessa história. Janeiro longo também significou mais tempo para digerir o novo. Quantas vezes reclamamos que o ano voa e que não dá tempo de nada? Eis que o universo nos brinda com tempo extra. Mas lógico, somos humanos e tratamos como castigo.
E se, em vez de reclamar da eternidade desse janeiro, víssemos como um ensaio estendido para o resto do ano? Afinal, fevereiro já bate à porta. E, quando piscarmos, estaremos falando que 2026 está logo ali. Então, talvez o melhor seja parar de perguntar “quando este maldito mês acaba?” e começar a perguntar: “o que eu posso fazer com esse tempo que o tempo me deu?“
O problema é que o VR de janeiro não recebeu essa mesma extensão temporal. O salário, coitado, já terminou o período vivendo de migalhas. As contas chegam e os boletos são pontuais.
Talvez seja por isso que essa eternidade “janeirística” doeu tanto: durou um ano, mas o dinheiro só dura uma semana.
Seja gentil, fevereiro. É tudo que te pedimos!
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