A impressionante cena de Maximus contra um monstro nojento e horroroso em um lago radioativo me pegou e me fez querer ver mais de Fallout. A porra do monstro, vai cagar, nojento, assustador.
A textura, a boca cheia de dedos. Que diabos é isso? Que caceta de bicho é esse? O grande barato é tentar imaginar como os roteiristas do programa inventam tantas cenas de ações incríveis, absurdas de grotescas, fabulosas. Com certeza são um bando de nerds com um poder criativo que só mesmo uma maconha muito potente pode criar, porque não é possível.
É de queimar o cérebro de tanta imaginação.
Ok, não foi apenas isso que me pegou, mas outros pontos do capítulo inicial me puxaram pelas mãos, pernas, rabo e chifres. É uma daqueles fenômenos pop que explodem diante dos seus olhos e te deixa tonto de tantos eventos incríveis que se sucedem, entregando tudo sem dó, sem piedade, metem tudo o que você precisa para se deliciar por 50 minutos em um show visual que dá gosto de ver numa telona de 50 polegadas.
Sim, show de efeitos visuais e sonoros, show de trilha, gráficos, letreiros, tudo muito bem embalado. Só não vou dizer que é diversão para toda a família porque não devemos traumatizar nossas crianças assim tão cedo.
A Visão geral é a seguinte:
Baseada no popular videogame de RPG lançado em 1997, temos uma realidade alternativa pós-Segunda Guerra Mundial. O avanço tecnológico da época levou a consequências desastrosas, culminando em um cataclismo nuclear que colocou a humanidade à beira do colapso. Duzentos anos após o apocalipse, os sobreviventes que se refugiaram em abrigos subterrâneos luxuosos, os Safehouse, são forçados a emergir e enfrentar uma Terra brutal e violenta, onde a radiação é apenas uma das muitas ameaças.
Então, temos estes três incríveis personagens principais:
Lucy (Ella Purnell): Uma moradora do abrigo que enfrenta a nova realidade fora do Safehouse.
Maximus (Aaron Moten): Um jovem soldado da facção paramilitar Irmandade de Aço.
The Ghoul (Walton Goggins): Um caçador de recompensas com um passado misterioso, lutando pela sobrevivência no deserto.



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Tudo gira em torno deles, em cenas que misturam habilmente violência, tensão e humor. Como eu disse, a trilha é sensacional, mistura de grupos vocais de jazz dos anos 40 e 50 (a narrativa é retrofuturista), “amenizando” os momentos de destruição. (No final deste texto, deixei um espaço só para falar disso.)
Fallout é uma criação das mentes doentias de Lisa Joy e Jonathan Nolan (não tinha como dar errado!), conhecidos por seu trabalho em outras produções de ficção científica e ação. A direção traz uma mistura única de tensão narrativa e uma representação visual impressionante do mundo devastado pela guerra.
Chegou no serviço de streaming Amazon Prime Video fazendo sucesso, mas eu, como bom achador de que toda unanimidade é burra, não botei fé (Aliás, vamo jogar essa frase no lixo, porque seu Nelson pode até ser um grande escritor, mas esse dito é tacanho, ultrapassado, mais burro que a pata traseira de um jumento que empacou no meio da estrada).
Rapidamente capturou a atenção do público e da crítica, com sua abordagem fiel ao material original e sua narrativa envolvente. A série já está renovada para uma segunda temporada, prometendo expandir ainda mais o universo e explorar novos aspectos da história.
É uma uma colaboração entre a Bethesda (empresa que criou o jogo) e a Amazon, trazendo para a tela o ambiente imersivo que os fãs dos jogos tanto adoram.
Uma divertida e grata surpresa, interessante de experimentar.
Certo, sobre a trilha sonora.
(A PARTIR DAQUI HÁ SPOILERS)
Nos episódios, ela é um recurso para dar mais emoção às cenas (dah, não me diga?). Assim como nos jogos da franquia (nunca joguei, é que sou bem informado, hahaha), cada episódio apresenta canções que reforçam a estética dos anos 1950. Isso cria uma experiência nostálgica e imersiva muito boa de se ver e sentir.
Se a gente pensar bem, isso de inserir canções alegres, discrepantes, em cenas de violência extrema vem de bem antes que Pulp Fiction, por exemplo. Puxando aqui de memória limitada, Laranja Mecânica talvez tenha sido o precursor dessa ideia.
Assim, fiz um compilado por ordem de aparecimento das músicas usando o app Shazam.
Só coisa fina. E se faltou alguma coisa, mals aí!
P.S antes do P.S: só depois de terminar este post é que tive a genial ideia de conferir se já tinha uma playlist no Spotify, ahhaha
EPISÓDIO 1
“Orange Colored Sky” de Nat King Cole: Toca durante a cena da festa de aniversário nos primeiros momentos.
“Don’t Let The Stars Get in Your Eyes” de Perry Como: Toca enquanto Lucy está sendo entrevistada para fazer parte do comércio de casamentos com o Vault 32.
“Who Do You Suppose” de Connie Conway: Toca durante o casamento de Lucy e Monty.
“Some Enchanted Evening” de The Castells: Toca durante a dança de casamento de Lucy e Monty e durante a subsequente invasão ao Vault 33.
“Crawl out Through the Fallout” de Sheldon Allman: Toca durante os créditos do episódio.
EPISÓDIO 2
“Into Each Life Some Rain Must Fall” de Ella Fitzgerald e Count Basie: Toca enquanto os recém-nascidos estão sendo incinerados nos primeiros momentos do episódio.
“Don’t Fence Me In” de Bing Crosby: Toca enquanto Lucy explora o deserto no início do episódio.
“I Don’t Want to Set the World On Fire” dos Ink Spots: Toca durante os créditos do episódio.
Episódio 3
“Maybe” dos The Ink Spots: Toca enquanto Lucy está carregando a cabeça decapitada pelo deserto.
“So Doggone Lonesome” de Johnny Cash: Toca enquanto os saqueadores tentam roubar a Power Suit Armor.
“We’ll Meet Again” dos The Ink Spots: Toca enquanto Chet descobre que será transferido e demitido da posição de porteiro do Vault 33.
EPISÓDIO 4 – “THE GHOULS”
“Let’s Go Sunning” de Jack Shaindlin: Uma música otimista que toca enquanto os personagens aproveitam um raro momento de tranquilidade.
“Just Fine” de Michael Brown: Toca durante uma cena de reconstrução e esperança.
“What to Do” de Buddy Holly: Toca em uma cena introspectiva de um dos personagens principais.
“It Ain’t the Meat” de The Swallows: Uma música que toca durante uma cena de festa no Vault.
“Journey into Melody” de Sam Fonteyn: Toca enquanto os personagens planejam seu próximo movimento.
“I Can Dream, Can’t I?” de The Andrews Sisters: Toca durante um flashback emocional1.
EPISÓDIO 5 – “THE PAST”
“Henry” de The Jet Tones: Toca enquanto os personagens refletem sobre suas vidas antes do apocalipse.
“Robin In The Pine” de Bonnie Guitar: Toca durante uma cena de tensão e suspense.
“The Battle Hymn of the Republic” de William Steffe: Toca durante uma cena de batalha épica.
“Ladyfingers” de Herb Alpert and the Tijuana Brass: Toca em uma cena de celebração.
“What A Difference A Day Made” de Dinah Washington: Toca durante uma reviravolta na trama.
“It’s Just A Matter Of Time” de Brook Benton: Toca no final do episódio, sugerindo futuros eventos.
EPISÓDIO 6 – “THE TRAP”
“Texas And Beyond” de Patrick John O’Hara Scott: Toca enquanto os personagens viajam pelo deserto.
“Improvisation on Tchaikovsky” de Django Reinhardt: Toca durante uma cena de planejamento e estratégia.
“Dardanella” de Alvino Rey And His Orchestra: Toca em uma cena romântica.
“Theme From A Summer Place” de Percy Faith: Toca durante um momento de calma antes da tempestade.
“Lonely Hours” de Gene Armstrong and His Texas Nite Hawks: Toca enquanto os personagens lidam com a solidão e o isolamento.
EPISÓDIO 7 – “THE END”
“Annie’s Song” de John Denver: Toca durante os créditos finais.
EPISÓDIO 8 – “THE HEAD”
“I Don’t Want to See Tomorrow” de Nat King Cole: Esta música toca durante a batalha climática entre a Irmandade do Aço e os residentes de Shady Sands.
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