Já são quase meia-noite e eu aqui, cansado e com sono, dia cheio, mas também repleto de risos e troças com os malucos do trabalho, tentando escrever algo suave, bonito e que caiba no eterno.
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O dia virou, o hoje já é ontem, a mente cansada, e tudo o que mais quero é cair nos braços do meu deus mecânico, meu amado e companheiro de todos sonhos bons e ruins, meu CPAP.
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Queria falar as minúcias do dia, das milhares de faces que vi na rua, da multidão que corre e depois foge dos seus trabalhos, das bancas de revistas decrépitas da Avenida Paulista que se transformaram em ilhas de jovens que se aglomeram ao redor para fumar cigarros, vapers e maconha prensada em seus intervalos de almoço.
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Não vou conseguir florear a realidade, realçar as calçadas cinzas respingadas de chicletes desbotados e pombos sujos de um perna só com meus adjetivos espertos. Vou deixar para amanhã essa mania infeliz de eternizar e poetizar momentos frívolos nessa memória digital feita de servidores totêmicos que reinam em algum prédio super refrigerado na Califórnia.
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