“Fim”, minissérie que capturou o coração do público e a atenção da crítica, traz consigo “algo” que nos envolve em um emaranhado de relações e reflexões.
Do livro homônimo de Fernanda Torres, as páginas ganharam vida em diálogos afiados e perspicazes.
Assim, temos momentos de humor ácido e melancólico, exibindo diversas nuances e sentimentos.
No centro de tudo, um elenco impecável entrega atuações que ecoam a alma (ou, as almas?) de seus personagens.
Fábio Assunção, Marjorie Estiano, Emílio Dantas e grande elenco brilham em uma “química perfeita” (tento evitar esses jargões escrotos, mas é mais forte que eu!), transmitindo as dores e alegrias de suas trajetórias ao longo das décadas.
Sob a direção de Andrucha Waddington, somos levados por um roteiro habilmente construído, em flashbacks e flashforwards que se entrelaçam, pintando um retrato vívido das vidas que habitam esse universo.
Cada cena é cuidadosamente orquestrada e o espectador é transportado para os recantos mais profundos da alma humana.
O amor, a perda, a amizade, a família e o envelhecimento são explorados com uma sinceridade que chega a doer.
E é nessa honestidade que encontramos uma reflexão sobre nossas próprias escolhas e seus impactos em nossos destinos.
Algumas opiniões de “experts” consideraram o ritmo lento, outros acharam o final ambíguo (Sério, essa gente “especializada” solta umas bobagens incríveis).
No entanto, é inegável que essa produção deixa sua marca no cenário televisivo brasileiro, conquistando seu lugar como uma obra-prima que desafia e encanta.
Quando uso o termo “obra-prima” pode parecer exagerado, mas dentro do contexto das produções em nosso país, habitualmente sofríveis e bem rasas, ela se destaca demais em qualidade.
“Fim” inspira reflexões diversas e toca a quem se permite mergulhar em sua narrativa (Nossa, estou todo ‘metafórico’ hoje!).
Em última análise, é mais do que uma simples série de televisão. É uma jornada emocional gostosa de assistir, uma reflexão sobre a vida e tudo o que ela nos reserva que desce macio e redondo, entretém sem apertar a mente.
Merece muito ser vista, sentida e apreciada… Como um poema entoado ao ritmo do tempo.
A lição (isso se há alguma) disso tudo é que há algo extraordinário sempre presente em qualquer história, e, em algum momento, em nossas vidas. O tempo há sempre de nos arrastar para o mesmo lugar: de alívio para uns, saudades para outros.
Nesse sentido, independente das nossas escolhas e caminhos, somos iguais e únicos no fim.
Descubra mais sobre ::: DENIAC E SUA VIDA LOW-TECH :::
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.