Saltburn é considerado um longa de qualidade, embora algumas opiniões apontem que ele não atinge todo o seu potencial. Com uma trama envolvente e performances sólidas, oferece uma experiência cinematográfica satisfatória. No entanto, alguns críticos afirmam que falta algo para ele se destacar como uma obra-prima. Mesmo assim, é uma escolha interessante para quem busca uma experiência sólida, mas talvez não excepcional.
A TRAMA
Um suspense psicológico sobre Oliver Quick, um estudante de Oxford que é convidado para passar o verão na mansão da família Catton, uma rica e excêntrica família inglesa. O que começa como uma amizade inocente logo se transforma em uma obsessão perigosa.
O QUE JÁ DISSERAM POR AÍ?
CNN POP: “Saltburn”: suspense polêmico de Emerald Fennell chega ao Prime Video
(Acho engraçado como os críticos estão loucos para meter o pau mas usam determinados termos para suavizar a lapada.)
Morning Show: ‘Saltburn’ é um filme original e diferente. (Me bata uma vitamina de abacate!)
Elle: É menos um grande comentário sobre a sociedade do que uma conversa particular que cada espectador vai ter consigo mesmo. Eles vão se olhar no espelho e se identificar com Oliver. (Deus me livre que eu vou me identificar com um rato desses, ahhahaha)
Folha: Saltburn”, filme de Emerald Fennell que causou frisson nos cinemas estrangeiros e tem gerado burburinho no Brasil por suas cenas de alto teor sexual, não recebeu nenhuma indicação. (Acontece).
POR QUE VER?
Apesar de ser uma versão atualizada de O Talentoso Ripley, o melhor desta história são as imagens. Nada é desperdício. Todas as cenas são icônicas, pinturas lindas e muitas vezes desconcertantes da mente humana. Um show visual completo.
PRESTE ATENÇÃO EM…
Na já saudosa trilha dos primeiros 6 anos dos 2000 e na atuação maravilhosamente doentia de Barry Keoghan.
NA MINHA HUMILDE OPINIÃO…
Não tem como não comparar com O Talentoso Ripley. É algo que incomoda muito. Além disso, a produção surfa no mesmo tema de White Lotus ou Triângulo da Tristeza: usar gente rica como saco de pancadas e deliciar o espectador com um pouco de violência, sem deixar remorso.
Mas acho que aqui vai além, já que consegue exibir perfeitamente como funciona a mente de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Narcisista, no caso, um grau mais oculto.
Estão lá todos os pontos medonhos como a exploração para alcançar objetivos próprios, a inveja dos outros, a vontade de ter ou ser aquilo que o outro tem/é, a falta de empatia disfarçada de empatia, a arrogância sonsa, a linguagem passiva-agressiva e, claro, a mentira. E Keoghan personificou o bicho direitinho.
Deu vida a dinâmica stalker, de observar como o outro funciona, seus desejos, suas vontades, para daí criar estratégias, seduzir devagar, com muita lábia, inteligência e aquela sexualidade que não vê limites ou gêneros. É assustador!
Mas é isso, talvez faltou algo de inovador, sendo apenas uma colcha de retalhos de outras boas histórias com a diferença de uma embalagem glamourosa que é bom de ver na telona.
Como disseram, é o choque pelo choque!
Direção: Emerald Fennell
Roteiro: Emerald Fennell
Artistas: Barry Keoghan, Jacob Elordi E Rosamund Pike
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