
Como estou ficando velho (e já percebo os etarismos rolando brabo nos locais de trabalho), achei por bem ir me garantindo.
Não, nada de bitcoins ou negócios escusos. É menos rico, mais confortável. Estou em uma cruzada de aliar minhas vivências pela cultura popular, principalmente a do nordeste, onde mais passei tempo, para criar mundos futuristas sob essa perspectiva. Em outras palavras, vou meter um sci-fi com cheiro de mar, terra e caruru.
Um dia olhei para a minha mesa e achei curioso estar lendo William Gibson e Jorge Amado ao mesmo tempo. Pensei: “Como seriam os livros de Gibson se ele nascesse na Bahia? E se Jorge fosse inglês?”
Como sempre estive em “ambiguidades” (regional e cosmopolita, pião na terra levantando poeira e ávido consumidor de virtualidades e tendências cyber), a junção de dois mundos há de nascer neste meu coração de menino malino desbravador de selvas de ardidas “cansanção” e observador de estéticas e comportamentos na ágora digital.
Lendo e me alimentando de memórias e histórias. Confundindo o que vivi e o que imaginei. Tudo há de me ajudar a construir a androide que se interessa por folhas e rezas e que fala todos os dias ao meu ouvido.
Meu grande objetivo continua o mesmo: ouvir e contar histórias; Aprender encantamentos.
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